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Em pandemia, prefeitura de SP cria mais abrigos para moradores de rua

Abordagens foram intensificadas e promessa é instalar pias no centro da cidade para facilitar higienização das mãos por causa do coronavírus

A Prefeitura de São Paulo promete ampliar a rede de acolhimento para pessoas em situação de rua com a implementação de abrigos emergenciais exclusivos para pessoas com suspeita de infecção pelo novo coronavírus. Cidade tem 2.211 pessoas nas ruas com mais de 60 anos.

Na Vila Mariana, um dos espaços será utilizado por pessoas já diagnosticadas com covid-19 e que necessitam de isolamento domiciliar. Outros dois centros de acolhida emergenciais para a população de rua começarão a funcionar para esvaziar os centros já existentes. Haverá um espaçamento maior entre os beliches.

A prefeitura garante que, durante a semana, serão abertos mais dois centros emergenciais, chegando a cinco novos, com 400 vagas no total. “São clubes municipais que foram adaptados. Agora estamos buscando novos espaços para não ter amontoamento de pessoas. Não podemos obrigar, então as equipes de abordagem foram treinadas para intensificar o convencimento das pessoas a receberem acolhida”, disse o prefeito Bruno Covas à Record TV.

Outra medida será a instalação de pias na região central da cidade, onde se concentra o maior número de pessoas em situação rua. A ideia é permitir a higienização das mãos como forma de prevenção. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal das Subprefeituras.

Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde já intensificou as abordagens às pessoas em situação de rua por meio das equipes do Consultório na Rua e Redenção na Rua, que realizam o primeiro atendimento. Segundo o governo, profissionais das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) também foram capacitados para esse tipo de acolhida.

Na identificação de caso suspeito, é realizada uma pesquisa de onde a pessoa em situação de rua dorme e circula, para verificar contatos e possíveis novos suspeitos. A pessoa deverá ser encaminhada à unidade de saúde para atendimento e diagnóstico e, em caso de maior gravidade, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) será acionado.

Rede de acolhimento

A SMADS (Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social) tem 134 serviços específicos para população em situação de rua. Destes, 89 são voltados ao acolhimento com 17,2 mil vagas.

A pasta também cancelou todos os eventos agendados na rede socioassistencial e as visitas estão suspensas. São 10 Núcleos de Convivência para pessoas em situação de rua na cidade, com 3.172 vagas. Eles funcionam durante o dia, servindo refeições, oficinas e atividades que pretendem construir vínculos interpessoais, familiares e comunitários. No local há eles podem tomar banho. Seiscentos orientadores também dão orientações nos cuidados de contágio do vírus.

A equipe realiza busca 24 horas por dia para identificar pessoas ou famílias em situação de rua e oferecer acolhimento na rede socioassistencial. A atuação é por meio de escuta qualificada.

Das 22h às 8h, a abordagem é realizada pela Coordenadoria de Pronto Atendimento Social. As pessoas não são obrigadas a aceitar os serviços oferecidos. Os encaminhamentos podem ser feitos por meio do Centro Referência de Assistência Social, de Referência Especializada em Assistência Social, pelo Serviço Especializado de Abordagem Social e por procura espontânea.

Fonte: Portal R7.com

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